Quarta-feira, 25 de Janeiro de 2012
CANTAR OS REIS EM VILA FLOR: Vale de Torno

    Actuação do grupo da freguesia de Vale de Torno na XVIII GALA CANTAR OS REIS, que decorreu no passado dia 8 de Janeiro de 2012 no Auditório Adelina Campos do Centro Cultural de Vila Flor. O vídeo pode ser visto aqui.



Publicado por Jofre de Lima Monteiro Alves às 01:01
Regressar ao Topo | Comentar | Adicionar aos favoritos
|

Quinta-feira, 19 de Janeiro de 2012
CANTAR OS REIS EM VILA FLOR: Carvalho de Egas

    Actuação do Grupo de Cantigas da Associação Cultural Recreativa e Desportiva de Carvalho de Egas na XVIII GALA CANTAR OS REIS, que decorreu no passado dia 8 de Janeiro de 2012, domingo, no Auditório Adelina Campos do Centro Cultural de Vila Flor. O vídeo pode ser visto aqui.



Publicado por Jofre de Lima Monteiro Alves às 01:01
Regressar ao Topo | Comentar | Adicionar aos favoritos
|

Quinta-feira, 12 de Janeiro de 2012
XVIII Gala Cantar os Reis em Vila Flor

    Imagens da actuação do Grupo de Cantigas da Associação Cultural Recreativa e Desportiva de Carvalho de Egas na XVIII Gala Cantar os Reis, que teve lugar no passado dia 8 de Janeiro de 2012 no Auditório Adelina Campos do Centro Cultural de Vila Flor, evento que teve grande momentos de brilhantismo.



Publicado por Jofre de Lima Monteiro Alves às 12:08
Regressar ao Topo | Comentar | Ver comentários (1) | Adicionar aos favoritos
|

Sábado, 7 de Janeiro de 2012
XVIII GALA CANTAR OS REIS DE VILA FLOR

XVIII GALA CANTAR OS REIS

 

Domingo

 

8 de Janeiro de 2012

 

15 horas

 

Auditório Adelina Campos

do Centro Cultural de Vila Flor

 

  • Participação de freguesias, associações, instituições e grupos do concelho de Vila Flor;

 

  • Inscrições abertas até 6 de Janeiro de 2012.

Temas:

Publicado por Jofre de Lima Monteiro Alves às 09:00
Regressar ao Topo | Comentar | Adicionar aos favoritos
|

Domingo, 1 de Janeiro de 2012
PRESÉPIO DE CARVALHO DE EGAS

Fotografias da fase de montagem do presépio da freguesia de Carvalho de Egas, em Dezembro de 2011.



Publicado por Jofre de Lima Monteiro Alves às 01:01
Regressar ao Topo | Comentar | Adicionar aos favoritos
|

Sábado, 24 de Dezembro de 2011
O TERÇO DO TI ANÍBLE

Por: Maria de Fátima Amaral

 

    Decorria o ano de 1956, era Maio, Mês das Flores e Mês de Maria. A luz eléctrica estava longe de chegar a estas paragens, as candeias, candeeiros e lampiões eram os reis da noite, botando uma parca luz no negrume da noite. As ruas e canelhas caiam numa escuridão imensa mal o Sol de punha, ficavam solitárias, apenas as pedras da calçada vigiavam a Lua.

   

    Havia de chegar à aldeia uma telefonia a pilhas, é claro, comprada pelo ti Zé Clemente, onde se ouviam as notícias de Lisboa, as músicas e todo o mais, que faziam o encanto dos ouvintes lá na taberna. Ora acontece que estava a chegar o meio do mês e ia ser transmitido o terço a partir da Basílica de Fátima e as mulheres da família, vizinhos e amigos mais chegados queriam ouvir o terço, até porque era motivo para ouvirem a telefonia, que na taberna ainda não se tinham aventurado, pois que não era coisa bonita, alguma mulher sentada na taberna, quer por que motivo fosse.

 

    Apenas e só para comprar algo essencial ao lar e logo desandar dali para fora, num tropel apressadinho e servir-se com o que tão falta lhe fez. Como o terço ia ser transmitido após as 22 horas, hora a que a taberna já se encontrava encerrada, por lá ficaram as vizinhas ti Maria Grande, a ti Maria do Sebastião, a ti Isaura Carrazedo, a ti Maria Cantoneira, e os familiares, o ti Aníble, meu bisavô, a ti Delmina, cunhada do meu bisavô e irmã do ti Zé Clemente, a ti Maria do Zé Clemente, minha avó, a menina Alice, minha mãe, o Zé, meu pai, e as restantes filhas da casa e alguma outra pessoa cuja lembrança não me foi transmitida.

 

    Juntaram-se todos em casa do tio Zé Clemente, meu avô, à volta da lareira, à espera da transmissão. O adiantado da hora estava a trazer sonolência e impaciência aos presentes, pois que habitualmente a essa hora já se encontrariam a dormir há um bom par de horas.

 

    Foi quando a ti Cantoneira, afilhada do meu bisavô, a qual ostentava o nome da madrinha, a minha bisavó Palmira, retirou o terço da algibeira e disse para o ti Aníble:

 

– Ah, meu padrinho, o senhor como mais velho, comece lá a contar o tercinho.

 

    O meu bisavô, pessoa sofrida, mas sempre bem-disposto com a vidinha e de doçura no trato com os outros, não perdia uma boa oportunidade para fazer uma graça e alegrar o ambiente. Então pegou no terço e começou a contar as ave-marias duma maneira que ficou para sempre conhecida e recordada como sendo o “Terço do Ti Aníble”. Começou ele:

 

– Passa tu, que eu passarei, passa tu, que eu passarei, passa tu, que eu passarei… Agora passe lá o senhor sozinho e passa bossemecê também, passa tu, que eu passarei!

 

    Todos se riram muito, comentaram a arolice do ti Aníble, o sono foi para outras paragens e encurtaram as tão esperadas 22 horas, que já se tornavam distantes.

 

    Este conto que eu ouvi tantas vezes contado pela ti Delmina, já se encontrava no arquivo do esquecimento, não fora a senhora Adelina, que casou no Seixo de Manhoses, filha da senhora Felicidade, que há pouco tempo o desencantou à minha frente e que por graça conta tantas vezes lá na terra onde mora.

 

    É assim, de pequenos pormenores que se avivam as lembranças dos nossos entes queridos, que gostamos de recordar com afecto.



Publicado por Jofre de Lima Monteiro Alves às 16:36
Regressar ao Topo | Comentar | Ver comentários (2) | Adicionar aos favoritos
|

Sábado, 17 de Dezembro de 2011
CANTIGAS POPULARES DE TRÁS-OS-MONTES XXIV

QUADRAS LAUDATÓRIAS AO DEUS MENINO

 

Recolha de Jofre de Lima Monteiro Alves

 

Alegrem-se os céus e a terra,

Cantemos com alegria,

Já nasceu o Deus Menino

Filho da Birge Maria.

 

Eu hei-de dar ao menino

Uma fita p’ró chapéu;

Também ele me há-de dar

Um cantinho lá no Céu.

 

Eu hei-de dar ao menino

Para a noite de Natal,

Camisinha de cambraia,

Botõezinhos de cristal.

 

Eu hei-de dar ao menino

Para o dia de Reis,

Casaquinha de beludo

Do preço de cem mil réis.

 

Ligai-me, meu Deus Menino

Cum as bossas ligaduras;

Desligai meu coração

Do amor das criaturas!

 

Maria embala o Menino

Cum a mão e não c’o pé;

Este menino qu’embalas

É Jesus de Nazaré.

 

Ó meu amado Menino,

Alfaiatinho do Céu,

Quem me dera um retalhinho

Para fazer um mantéu.

 

Representação do presépio na Igreja Matriz de São Bartolomeu de Vila Flor, em 2009. Fotografia de Jofre de Lima Monteiro Alves.



Publicado por Jofre de Lima Monteiro Alves às 01:01
Regressar ao Topo | Comentar | Adicionar aos favoritos
|

Sexta-feira, 9 de Dezembro de 2011
HISTÓRIA FANTÁSTICA: Os Parrecos Enfeitiçados

Por: Maria de Fátima Amaral

 

    As histórias do quotidiano, do tempo dos nossos bisavós são tão incríveis, que quando as ouvimos contar cremos que escutamos as histórias do fantástico mundo infantil, tal é o insólito dos acontecimentos. Esta, não resta dúvidas que aconteceu, pois ouvi-a tantas vezes contada pela boca da comadre e irmã dos intervenientes. A minha dúvida é tão-somente se o que aconteceu, aconteceu, porque em tempos de trevas, misérias e crenças, num fim de uma jornada difícil e de alimento escasso as pessoas tinham visões, ai isso tinham!

 

    Era Verão, os moinhos da zona, não laboravam, porque eram movidos a água ou a vento, e nem uma coisa nem outra se encontrava disponível nesta época seca do ano. As famílias necessitavam de pão, urgia moer o cereal, era necessário carregar as bestas e ir até às azenhas que trabalhavam com água do rio.

 

    Para ajudar nesta tarefa e tornar a jornada menos perigosa, havia necessidade de combinar com alguém para encetarem a viagem juntos e como todos precisavam de farinha para fazer o pão, não faltava quem aproveitasse a companhia para ir até Vilarinho das Azenhas, a fim de moer o cereal.

 

    De manhã cedo, Aníbal e o seu cunhado e compadre César carregaram os machos com os sacos do cereal, até as azémolas ficarem derreadas, comeram o caldo que fumegava na malga e pegaram na taleiga com a escassa merenda, para acomodar o estômago no caminho, com um naco de pão, um cibo de presunto e a cabaça de vinho. Botaram-se ao caminho de Deus, que era necessário chegar cedo, pois eram atendidos por ordem de chegada.

 

    O dia clareou, risonho num céu azul, veio o meio-dia, a tarde e o toque das Trindades e eles ainda não tinham o cereal moído, porque estava muita gente e a merenda há muito tinha acabado. César e Aníbal aguardavam a sua vez. Era já noite, noitinha, quando carregaram novamente as bestas, para o regresso, agora com os sacos da farinha.

 

    Depressa tomaram as rédeas dos animais e na sua dianteira, de passo estugado, empreenderam a viagem. Os compadres vinham caminhando e conversando a fim de o caminho se lhe aparentar mais curto, mas lá para meio da jornada, já esgotados resolveram vir a cavalo. Subiram para cima dos animais, treparam para cima dos sacos da farinha, e ali encavalitados, lá continuaram.

 

    A noite escura, cerrada como breu, bem na borda do horizonte, tudo transformava em figuras fantasmagóricas e a tão desejada chegada a casa e à cama afigurava-se cada vez mais distante. Havia já um tempo que repararam em dois parrecos que os acompanhavam e se metiam à frentes das patas dos machos, provocando algum atraso na marcha. Tentaram espantá-los, mas não resultou.

 

Ó Aníbal, e se os apanhássemos?!, disse o César.

Bem pensado, compadre. Apanha lá um que eu apanho o outro!

 

    Apearam-se das montadas e apanharam os patos que mansamente se deixaram caçar, até parecia que queriam vir a cavalo. Voltaram a montar e com eles também os parrecos. O pior estava para acontecer, os machos começaram a acusar cansaço demoníaco, a andar mais devagar, a transpirar, a bufar e a marcha tornava-se cada vez mais lenta.

 

    Em vão César e Aníbal proferiam palavras de alento para os seus animais, companheiros de tantas jornadas e trabalhos.

 

– Arre macho lindo, anda lá! Olha a manjedoura que está perto!

 

    Mas os pobres dos animais não conseguiam vencer o penoso esforço e caminhavam lentamente que nem uns condenados. Os compadres também mais não podiam fazer e deixaram que os animais continuassem na santa paz do Senhor, pensavam eles, já resignados. Iam botando o olho ao caminho, reparando nesta árvore, naquela curva, no terreno de fulano, na nora de sicrano e assim se inteiravam da lonjura a que ainda se encontravam de casa.

 

    Ao chegar perto da aldeia, duas grandes amoreiras ladeavam a estrada, quando de repente os parrecos levantaram voo, batendo as asas num frenesim, que ecoavam como palmas, gritando ao mesmo tempo:

 

– Ai que burros, que nos trouxeram tanto tempo a cavalo! Ai que burros, que nos trouxeram tanto tempo a cavalo!

 

    Estarrecidos de medo, os compadres não conseguiam articular palavras e os animais, já mais leves, recobraram alento como quem lhes retirou o peso do mundo de cima.

 

    Chegados a casa, transidos de medo, só quando descarregavam a farinha, é que César disse ao Aníbal:

 

– Ah! compadre, viemos todo o caminho acompanhados das feiticeiras e os pobres dos machos com aquele carrego todo!

E a sorte que nós tivemos, compadre, delas não nos terem levados para outras paragens, ainda a esta hora podíamos andar às voltas à procura do caminho, retorquiu Aníbal.

 

    Esta história contada pela tia Delmina, começava assim:

 

– Paxou-se uma passaige com o meu cunhado e cumpadre Aníble e o meu irmão Césaro, é berdade berdadinha!

 

    E desfiava toda esta história extraordinária que eu vos acabei de contar, num fôlego, e rematava:

 

– «É o qu’eu bos digo, as feiticeiras são danadas! Que elas nunca bos tomem de ponta!... E conto acabado, bota cá um cruzado», que era como ela sempre rematava a conversa.

 

Um burro junto do Cruzeiro de Carvalho de Egas, freguesia do concelho de Vila Flor, em Outubro de 2008. Fotografia de Jofre de Lima Monteiro Alves.


Temas:

Publicado por Jofre de Lima Monteiro Alves às 01:01
Regressar ao Topo | Comentar | Ver comentários (1) | Adicionar aos favoritos
|

Sexta-feira, 2 de Dezembro de 2011
Património de Vila Flor: Igreja da Trindade

    Igreja da Santíssima Trindade, na aldeia da Trindade, freguesia do concelho de Vila Flor. Trata-se dum monumento de estilo românico tardio, com uma bela portada de três arquivoltas, e que sofreu algumas transformações em reconstruções posteriores, com acrescento duma torre sineira de uma ventana.



Publicado por Jofre de Lima Monteiro Alves às 13:01
Regressar ao Topo | Comentar | Adicionar aos favoritos
|

Quarta-feira, 23 de Novembro de 2011
Modos de Linguarejar de Vila Flor LXVI

Recolha de Maria de Fátima Amaral

Recolha e notas de Jofre de Lima Monteiro Alves

XABOUCO, substantivo masculino. Poça de água. Do árabe xahoque.

 

XAIREL, substantivo masculino. Tecido grosso que se põe sobre o dorso das cavalgaduras e onde assenta a albarda; xaile ou vestido ordinário. Do árabe hispânico jilál.

 

XAIRINHA, adjectivo. Diz-se da terra arenosa; terra ruim.

 

XAMBRE, substantivo masculino. Casaco de dormir; casaco para usar por cima da blusa.

 

XARDA, substantivo feminino. Sarda.

 

XARGÃO, substantivo masculino. Colchão de palha. Em Vinhais diz-se xaragão, xeragão em Vila Real e xiragão em Moncorvo. Corruptela de enxergão e este formado do latim sěrĭca.

 

XARIPA, substantivo feminino. Porca magra.

 

XEBRE, adjectivo. Sensaborão; sem graça nenhuma. Por associação com enxabido ou por influência de judeu espanhol marroquino xebdo.

 

XERINGA, substantivo feminino. Seringa. Por vezes o s inicial soa x. Do latim siringa.

Igreja Paroquial de São de Brás, na freguesia de Samões, concelho de Vila Flor, em Outubro de 2008. Fotografia de Jofre de Lima Monteiro Alves.



Publicado por Jofre de Lima Monteiro Alves às 01:01
Regressar ao Topo | Comentar | Adicionar aos favoritos
|

Quarta-feira, 16 de Novembro de 2011
Heráldica de Vila Flor XXXIV – BANDEIRA DA FREGUESIA DE SANTA COMBA DE VILARIÇA

Bandeira amarela, com cordão e borlas de ouro e azul, haste e lança de ouro, tendo ao centro o seguinte brasão:

Escudo de azul, com uma chaminé de ouro, acompanhada nos flancos de um ramo de três galhos de oliveira, de prata, frutados de ouro; em contrachefe, uma gemina de duas faixas ondeadas de prata.

 

Coroa mural de prata de três torres visíveis.

 

Listel branco, com a legenda a negro, em maiúsculas: «SANTA COMBA DE VILARIÇA».

 

Aprovado pelo parecer da Comissão de Heráldica da Associação dos Arqueólogos Portugueses, emitido a 19 de Julho de 2006.


Temas:

Publicado por Jofre de Lima Monteiro Alves às 01:00
Regressar ao Topo | Comentar | Adicionar aos favoritos
|

Quinta-feira, 3 de Novembro de 2011
Uma Grande Figura de Vila Flor: DIOGO MONTES DE LEMOS

Por: Jofre de Lima Monteiro Alves

 

   Diogo Montes de Lemos e Macedo nasceu em Vila Flor a 3 de Novembro de 1715, faz agora 296 anos, filho primogénito do capitão João de Seixas Cabral e Lemos e de D. Mariana de Almeida Meireles; neto pela via paterna de Diogo Montes de Lemos e de D. Francisca Cabral de Macedo; neto materno de Domingos Jorge de Seixas e de D. Isabel de Almeida Meireles.

 

    Recebeu as águas lustrais do baptismo na pia baptismal da Igreja Paroquial de São Bartolomeu a 11 de Novembro de 1715, ao colo do dr. António Fernandes de Mesquita, Juiz Ouvidor, e do reverendo Félix Pereira de Sampaio, como representantes dos padrinhos Manuel António José de São Payo Mello e Castro Moniz Torres e D. Vitória Josefa de Bourbon, da primeira nobreza cortesã.

 

    A estirpe, apesar da prosápia de fidalguia visigoda, andara infamada de rumor de sangue judeu no século XVII, em virtude dos problemas que Francisco Montes de Almeida, irmão de seu trisavô paterno, tivera com o Santo Ofício em 1667, assim como a própria bisavó D. Ângela de Lemos da Fonseca.

 

    A 14 de Setembro de 1744 levou ao altar da Igreja Matriz de São Pedro de Alfândega da Fé a prendada senhora D. Rosa Maria de Albuquerque Ordonhes Tello, natural de Alfândega da Fé e falecida em Vila Flor a 14 de Setembro de 1788, em cujas veias corria luzidio sangue azul por ser dilecta filha de José Monteiro Caldeira da Fonseca Tello, natural de Proença-a-Nova, e de D. Ana Maria de Albuquerque Ordonhes Morais de Antas, natural de Veiga de Lila.

 

    Por este casamento foi abençoado com os seguintes filhos, andorinhas alegres nas cornijas:

1 – Manuel José Montes Monteiro de Lemos, nasceu em Vila Flor a 18 de Setembro de 1745.

Foi escrivão substituto da Câmara e Almotaçaria de Vila Flor, por carta de provisão de 12 de Outubro de 1764[1].

2 – D. Jerónima Teresa de Albuquerque e Lemos Madureira, nasceu a 9 de Dezembro de 1746 em Vila Flor.

3 – José Bernardo Pinto de Lemos Montes, nasceu em Vila Flor a 5 de Janeiro de 1748.

4 – D. Ana Maria Faustina Benedita de Albuquerque Morais Tello, nasceu a 2 de Maio de 1749 em Vila Flor.

Freira no Convento de São Bento de Bragança.

5 – D. Isabel Maria de Albuquerque e Lemos de Almeida, nasceu em Vila Flor a 3 de Junho de 1750.

Freira no Convento de São Bento de Bragança.

6 – D. Luísa Caetana Josefa de Lemos e Albuquerque Cabral, nasceu a 10 de Outubro de 1751 em Vila Flor.

Casou com o tenente-coronel Manuel Leite Pereira de Magalhães Ferraz, nascido em Favaios a 16 de Abril de 1740, filho de Miguel Rebelo Leite Pereira Ferraz de Magalhães e de D. Mónica Teixeira de Barros e Beça da Mesquita Pimentel; com geração.

7 – Dr. João de Seixas Caldeira da Fonseca e Lemos, nasceu em Vila Flor a 19 de Fevereiro de 1754.

 

    Abastado de teres e haveres, as arcas cambas de moedas e cereais, por herança dos seus distintos antepassados, foi 2.º Morgado de São Domingos, 4.º Morgado de São João de Valongo, 3.º Morgado dos Seixas, 3.º Morgado de Chandeina, 1.º Senhor do Solar dos Lemos, 6.º Senhor da Casa da Praça, Senhor da Quinta de São Domingos, Senhor da Quinta de São João de Valongo, Senhor da Quinta dos Vales da Veiga, Senhor da Quinta de Vale de Castelares, Senhor da Quinta dos Godeiros (no Nabo), proprietário do Olival de Vale de Castelares, do Olival de João de Aguiar, do Olival do Penedo, do Olival do Tobão, do Olival da Ribeira do Nabo, do Olival dos Godeiros, da Tapada de Fora, tudo no limite de Vila Flor. Aferrolha um pé-de-meia, com o carrego de providenciar a manutenção da vasta casa e vigiar os caseiros e os labregos da lavoura.

 

    Era proprietário do ofício de Escrivão da Câmara e Almotaçaria, Guias e Décimas de Vila Flor, lançado por carta de provisão de 5 de Setembro de 1752[2], embora exerça a efectividade do mester desde 1733, por renúncia de seu pai.

 

    Ele próprio, «por padecer queixa grave no peito» e como «não podia dar cabal expediente do lançamento das décimas e receitas para o Exército sendo grande o destricto do concelho» de Vila Flor, alcança a mercê para nomear o filho Manuel José Montes Monteiro de Lemos, que «se achava com pratica e inteligência», a fim de servir nos seus impedimentos, por resolução régia de 12 de Setembro de 1764 e carta de provisão de 12 de Outubro de 1764[3].

 

    O homem põe, o destino contrapõe por alçapões ínvios. O primogénito e imediato sucessor endoidou, «por padecer havia muitos anos a queixa de maníaco com huma inquietação continua no juízo, fazendo repetidos distúrbios e alaridos na sua caza com todos aquelles procedimentos que se podião esperar de hum homem sem juízo prudencial», queixava-se em Junho de 1773, enquanto a mulher e filhas choravam de manso como o céu, por entre desabridos ais.

 

     A magicar honrarias, foi agraciado com o hábito da Ordem de Cristo por mercê régia passada ao redor do ano de 1730, embora, por coisas e loisas, somente fosse armado cavaleiro por alvará de 17 de Junho de 1761[4].

 

    Andava alegre como passarinho, quando inimigos acaçapados como matilha de lobos, saltam-lhe ao caminho, a roer-lhe o bom nome através da queixa feita por Domingos de Sá e Manuel de Seixas, procuradores e tesoureiros do concelho de Vila Flor, incriminado de questões de lana-caprina e ser «poderoso, régulo e absoluto no procedimento», tirano nos assuntos inerentes à governança da Câmara Municipal e «homem cavillozo nas contas».

 

    Defende-se, espuma argumentos, porque torna, porque deixa, aqui d’El-Rei, diz-se vítima de campanha caluniosa «contra toda a verdade». Implora Justiça Real, na medida em que até o dr. juiz Francisco Alves da Silva, Corregedor da Comarca de Moncorvo, «porque lhe he mal afecto e o tem amiaçado», estava de braço dado com as falsidades dos queixosos, e com «tal paixão que incitou particularmente as mesmas partes a que fizessem a dita queixa», corja de ruins fígados.

 

    Chovem acusações bilaterais de falcatruas na arrecadação da terça parte das receitas das coimas dos oficiais coimeiros e nos contratos com os contratadores das Terças das Províncias do Minho e Trás-os-Montes, a chafurdar no chiqueiro, foste tu! não, foste tu! Coisas inventadas pelo Demo para apoquentar os justos e os pecadores!

 

    Vislumbra avejões de carne e osso ou imaginários, teme que o magistrado da comarca «falte à verdade em matéria de tanta ponderação», receia que sua honra «padeça inocente» e, por isso em Março de 1757, de mãos postas roga ao Rei que, na sua magnânima bondade, nomeie um togado da justiça que não tenha «as circunstâncias de suspeição que há no dito Corregedor»[5].

 

    As filhas D. Ana Maria Faustina Benedita e D. Isabel Maria, castas de tapar o peito na flor da mocidade, recolhem como freiras no Convento de São Bento de Bragança, mortas para o mundo profano, a desfiar ave-marias e a fazer nódoas roxas de tanto bater no peito. Contrata com a madre abadessa o dote de 650$000 réis por cada uma, a fim de entrarem no noviciado da religião, a desatar os cordões da bolsa.

 

    Antes, por escritura pública, as noviças renunciavam às suas legítimas partes na herança em troco duma tença de 18$400 réis anuais por cabeça e em vida, para além dos 400$000 réis em dinheiro sonante das demais despesas feitas para professorarem, que «excediam» o terço dos bens a que tinham direito.

 

    Em troca, elas cediam a favor do vínculo as fazendas e bens de raiz que hipoteticamente lhes pertenceria do legado paterno e materno. Para «maior segurança do dito Morgado e das mesmas tenças e pensões», alcança provisão de confirmação de renúncia da herança legítima das filhas religiosas a favor do morgadio, por despacho da Mesa do Desembargo do Paço de 29 de Maio de 1767 e carta de provisão de 30 de Julho de 1767[6]. Tudo em nome da santa amizade no seio da família e para não esvaziar os estanques dos dobrões.

 

   Alquebrado de forças, corcovado sobre a escrivaninha onde servia há mais de 40 anos como proprietário encartado do ofício de Escrivão da Câmara e Almotaçaria de Vila Flor, argumenta «estar hoje em idade avançada e falto de vista lhe não podia dar prompta expedição» do expediente. Obtém mercê régia para renunciar em seu filho segundogenito João de Seixas Caldeira da Fonseca e Lemos, «em quem concorrião todas as circunstâncias para bem servir os ditos officios, e ser de probidade conhecida e formado na Faculdade de Leys», por resolução de Sua Majestade de 14 de Julho de 1773 e carta de provisão passada a 3 de Agosto de 1773[7].

 

    Dentro da política de concentração de riqueza, vai unificar diversos morgados e outros bens. Enumera os vínculos que administra, quase tantos como as estrelas cintilantes do firmamento: o Morgado de São Domingos, que fora instituído pelo seu tio, o sargento-mor Manuel de Almeida Meireles, com o proveito de 100$000 réis livres; o vínculo que instituíra seu avô Domingos Jorge de Seixas, com a receita de 40$000 réis livres; o Morgado de São João de Valongo, fundado por seu tio-bisavô, o padre Manuel Pinto, irmão da bisavó D. Joana Rita Pinto de Azevedo, que rendia mais de 100$000 réis livres; o Morgado de Chandeina, fundado pelo avô Diogo Montes de Lemos, com o rendimento livre de 30$000 réis. Acrescia, ainda, inúmeras propriedades soltas e não vinculadas.

 

    Topava a cada passo ocasião de dilatar os rendimentos e «para maior estabelecimento da sua família», pretendia unir «a mayor parte das fazendas de seus terços, que pegavão com as quintas e mais propriedades dos morgados». Acrescenta ao património vinculado mais 300$000 réis em prédios rústicos que tinham sido de seu irmão, o padre Paulo de Lemos Montes, levita congregado no oratório de Freixo de Espada à Cinta. Adiciona os bens de raiz que suas filhas D. Ana e D. Isabel tinham renunciado por escritura pública quando professaram em Bragança.

 

    Com tudo isto unificou todos os morgadios, propriedades e demais proveitos, constituindo tão-somente dois vínculos maiores pela absorção dos menores. Fica circunscrito ao representativo da linha paterna, o Morgado de São Domingos, e ao da linha materna, o Morgado de São João de Valongo, ficando «reduzidos os encargos a sentesima [centésima] parte na forma da Ley», por mercê da resolução de 27 de Maio de 1773 e carta de provisão de 3 de Setembro de 1773[8].

 

    Em Agosto de 1775 levantou-se monumental onda de quezílias bizantinas, ódios e invejas diluvianas. Salta a terreiro a família Morais e Castro, nobres de pelo na benta, inimigos figadais de caldeira e pendão. Sucedera que António José de Morais Teixeira de Sottomayor e Castro, capitão-mor de Vila Flor e fidalgo de solar, doou a Terra da Cascalheira ao parente João Manuel Joaquim Borges de Sá Botelho de Morais e Castro.

 

    Por essa altura uma D. Isabel Joana de Castro Morais fez, igualmente, doação de duas leiras da Terra do Meio e a Cortinha da Redonda ao mesmo beneficiado. De trambolhão angaria, também, a Cortinha de Maria Gomes, viúva de Gonçalo Vaz Torres. Tudo sem gastar um ceitil.

 

    O busílis, desmedido como os Himalaias, residia no facto essencial de todas estas terras estarem rentes ou mesmo encravadas no interior da sua Quinta dos Vales da Veiga, no termo de Vila Flor. João Manuel Borges de Sá, a botar figuraça, detinha mais uns pedacitos dentro da quinta murada, por mor dessas ofertas, formava um potentado possidente dentro de outro latifúndio.

 

    Braceja, com teima de galego, tais dádivas são «obreptícia e sub-reptícia e como tal nula», porquanto «a doação alem de dissimulada, foi feita em prejuízo» e «em fraude do seu adquirido direito», porque a sua quinta «consta de cazas, pumares, horta, vinhas, olival, matas de pinhos, e outros arvoredos, valles e terras unidas; de sorte que he a milhor da dita villa, e vale nove mil cruzados». Por isso, devido ao benefício da nova lei de 9 de Julho de 1773, essas adjudicações e uniões deviam ser feitas tão-só a ele embargante.

 

    Estas malas-artes, de bradar aos céus, consumadas por malévolos «adversos» e «em seu prejuízo, e fraude da dita Ley», porquanto o capitão-mor António José de Morais e D. Isabel Joana «afectada e dolorosamente» ofertaram as porções de terra «para nesta forma constituírem repentinamente na mão do dito embargado João Manuel hum só prédio, que não valesse menos seis partes do que vale a dita quinta».

 

    O «dolozo intento» era tão evidente que, mal foram concluídas as escrituras de doação, nem a tinta secara ainda, irrompe no mesmo instante o João Manuel Borges de Sá, de afogadilho, a botar a gadanha da posse, «por um modo repentino, precipitado, e nunca visto; e com a mesma aceleração, fez conduzir alguma pedra, para a extremidade das ditas terras, couza extraordinária, e nunca praticada pelas calmas do mez de Agosto», trupe-que-trupe, no pino da canícula.

 

    Embuste tão patente, pinchava à vista de qualquer ceguinho. João Manuel Borges de Sá e seu tio, o padre José de Morais e Castro, quiseram comprar a mencionada Terra da Cascalheira «há bem poucos tempos, se não ajustou o contracto pelo excessivo preço que o dito Capitão-Mor por ella queria, pois não costumão os sobreditos praticar entre si liberalidades».

 

    Pelo contrário, pois estes unhas-de-fome «nas partilhas que fazem com seus irmãos, depois de escandalosas discençoens [dissensões], dividem athe á couza mais insignificante», pelo que «se fazem suspeitozas de simuladas, e affectadas» as doações. Exprobra tais gentes «que se confederarão para fraudarem o embargante de quem são inimigos há muitos annos, e a quem costumão fazer todo o mal que podem». Sofria torturas infernais.

 

    Insiste e acomete contra donativos tão «inverosímeis» e «está persuadido serem fingidas e supostas as ditas doações, para fraudarem ao embargante no Direito que lhe confere» a Lei. Gentalha de derramada bílis, segundo afirma, «por serem os sobreditos tão costumados a fraudar as Leys, que Sua Majestade sobre informação que houve pelo Corregedor de Mirandela, os castigou com as inhabilidades para os cargos e empregos da Câmara».

 

    Em desespero de causa, tenta virar o bico ao prego, vai adquirir terras circunvizinhas no fito de alargar a quinta. Compra a horta de seu cunhado Francisco Xavier de Almeida Machado Meireles, troca algumas cortinhas com um António Rodrigues Linhares, paga as respectivas sisas e esfregas as mãos de contente, esperto que nem um rato, ainda rompia a claridade difusa da alva.

 

    Porém, no mesmo dia, pela calma do meio-dia de 28 de Agosto de 1775, rompe portas adentro o tabelião António Vaz Torres, o meirinho José de Castro e um cabo-de-esquadra de fuzil aperrado, artilhados com o mandato do Juiz Corregedor para suspender «a troca, que já estava feita e confirmada», com «tal excesso, que para isso invadio a casa», entrando de supetão «athe uma sala interior». Se dum lado chove, do outro ventaneja!

 

    Ora, o magistrado superior em causa, a fazer orelhas de mercador às suas reclamações, quando procedeu à vistoria favoreceu «a fraude», para além de ser «inimigo declarado do embargante, e o tem ameaçado», devido a «inimizade» pública desde 1773 por causa do seu ofício de Escrivão da Câmara, «em tudo lhe tem mostrado má vontade» com suspensivas interrogações e «forte inclinação» pelos seus inimigos.

 

    Tanto o Corregedor como o Provedor da Comarca e o Juiz de Fora da Comarca de Moncorvo, dr. António Pinto da Mesquita, cismava, todos são «parciais» da família Morais e Castro, porquanto João Manuel Joaquim Borges de Sá Botelho de Morais e Castro, seus tios e parentela, patrocinaram a eleição fraudulenta das justiças de Vila Flor que «Sua Majestade mandou queimar [anular] pelo Corregedor de Miranda, inhabilitando aos sobreditos temporariamente para os cargos do Concelho». Parece que todos liam pela cartilha de todas as tranquibérnias!

 

    Acalentava, «com muita razão e justiça», que o Rei lhe confirme as adjudicações que fez para engrandecer a sua quinta, «a fim de mais decorozamente se poder empregar no seu Real Serviço, por ser da principal Nobreza daquela província [de Trás-os-Montes], Cavaleiro Professo na Ordem de Cristo, e tem hum filho ocupando o lugar de Juiz de Fora de Freixo de Numão».

 

    E, a talho de foice, mande embargar as adjudicações feitas pela outra parte, que foram «alcançadas com supplica obreptícia e sub-reptícia e como tal nula». Por carta de provisão de 13 de Fevereiro de 1776 obteve a mercê desejada e a Chancelaria Mor da Corte e Reino mandou tolher as doações feitas ao arqui-inimigo João Manuel Borges de Sá[9].

 

    Em finais de 1775 arrebenta nova borrasca, o dinheiro tem destas coisas, cicatriza úlceras e abre chagas! Manuel Leme de Castro e Sande Paes, natural de São João da Pesqueira, ferrabrás amargo como fel e cenho carrancudo, impugnou à má-fé uma adjudicação que ele fizera ao juntar o olival do sítio de João de Aguiar à sua Quinta de Vale de Castelares, à «qual, estava contigua, e encravada».

 

    Contou o salafrário, dizia de ânimo torvo, com o amparo do Doutor Juiz de Fora de Torre de Moncorvo, que ora serve também como Juiz Corregedor Interino. Este magistrado, não isento «das suspeyçoens» durante o acto de vistoria que fizera, declarou nula a união efectuada, «espoliando o supplicante da posse em que se achava no dito olival», ordenando com supina desfaçatez a entrega do olival ao litigante Manuel Leme de Castro e Sande, que saiu, assim, beneficiado.

 

    A 24 de Janeiro de 1776, a voz lamentosa, acode à infinita misericórdia da Justiça Real para embargar a decisão do Juiz de Fora de Torre de Moncorvo e pedia para ser nomeado juiz da causa o Corregedor de Moncorvo titular, quando este voltar ao serviço, ou então o Doutor Juiz de Fora de Freixo de Espada à Cinta ou de Mirandela[10].

 

    Pretende, mais uma vez, aumentar a opulência da sua casa. Permuta uma moradia que tem em Vila Flor e os olivais no sítio do Penedo, no Tobão e na Ribeira do Nabo, mas que eram defesas e indivisíveis por pertencerem ao Morgado de São Domingos. Oferece em troca os olivais e terras encravados dentro da sua Quinta do Vale de Castelares que tinha mercado a Francisco Xavier de Almeida Machado, a Belchior Coelho de Almeida, a Francisco José Pimentel, a D. Caetana Josefa de Mesquita, a Maria Trigo, do Seixo de Manhoses, e a Clara Morais de São Paio. Junta mais as terras e lameiro que, por estarem dentro da Quinta de São Domingos, comprara a Francisco Gomes Pesqueiro, à viúva de Domingos João Bartolomeu Teixeira, à viúva de Manuel Vaz de Azevedo, a Silvestre Rodrigues, a Manuel Lobão, de Carvalho de Egas, e a José Maria da Costa. Acresce à permuta o olival com outras árvores e terras que comprara a António José Pequeno, para fazer conta redonda.

 

    Os louvados avaliam a Casa da Praça, que «por antigas tinhão suas aberturas nas paredes pormetendo pouca duração», e os olivais anexos em 617$000 réis, contra o provento de 630$000 das terras e olivais contemplados na permutação. Como o impetrante é «pessoa de distinta Nobreza» e a troca era «de maior utilidade para os referidos morgados por ficarem contíguas» e livres de oneração, foi autorizada por resolução de 16 de Abril de 1777 e provisão de sub-rogação de 21 de Maio de 1777[11].

 

    Morrera a sua mulher a 14 de Setembro de 1788 e muito pela pressão do genro Manuel Leite Pereira de Magalhães Ferraz, então sargento-mor do Regimento de Infantaria da Praça de Bragança, mas também por isto ou por aquilo, era preciso fazer partilhas da legítima herança materna. Proclama aos ventos desejar «fazer entrega a sua filha D. Luísa Caetana» da «legítima materna, que lhe está deferida pela morte de sua may D. Rosa Maria d’Albuquerque Ordonhes Tello», e a porção igual a seu filho João de Seixas Caldeira da Fonseca e Lemos, «únicos herdeiros» legais, já que o primogénito padecia de apoucamento e vivia na fase dos doidos varridos.

 

    Porém, tal «é assás complicado sem precederem Inventário e Partilhas de comum acordo», por ser a sua casa «avultada em bens móveis, raiz e benfeitorias». Enfatiza que «o Inventário e Partilhas se não concluirão com a brevidade e inteireza necessária» devido a morosidade e pouca aptidão do Juízo Geral de Vila Flor, «por ser terra de juiz leigo».

 

    Suplica, por isso, a Sua Majestade, «a graça» de nomear o Juiz de Fora da Comarca de Torre de Moncorvo, homem sábio, certamente, ou «qualquer Ministro de vara Branca das Terras mais vezinhas» para «ser juiz de tal Inventário e Partilhas», o que lhe foi concedido por despacho da Mesa do Desembargo do Paço de 19 de Julho de 1791, carta de provisão de 20 de Julho de 1791[12] e carta de salva de 8 de Agosto de 1792[13].

 

    Envelhecia e definhava, quase a cair da tripeça, tem-te-não-caias, foi arvorado capitão-mor de Ordenanças de Vila Flor e seu termo, por carta patente de 27 de Outubro de 1796, vergado ao peso de 81 invernos, sucedendo, precisamente, ao seu adversário António José de Morais Teixeira de Sottomayor e Castro, entrementes falecido. Pouco lhe acrescenta a honraria, a não ser um ror de canseiras para além das debilitadas forças humanas.

 

    Diogo Montes de Lemos prestou contas da sua passagem terrena à Divina Providência, ao falecer a 10 de Outubro de 1798, aos 83 anos de idade, cabeceava na penumbra da velhice, depois de muitos episódios de esfola-gatos, mata-cães.

 

ÁRVORE DE COSTADOS DE DIOGO MONTES DE LEMOS E MACEDO

Próprio

Pais

Avós

Bisavós

Trisavós

Diogo Montes de Lemos e Macedo

 

* Vila Flor 1715

 

+ Vila Flor 1798

João de Seixas Cabral e Lemos

 

* Vila Flor

Diogo Montes de Lemos

 

* Vila Flor

 

Paulo Montes de Madureira

 

* Vila Flor

Diogo Montes de Almeida

 

* Vila Flor

D. Jerónima de Madureira Almendra

D. Ângela de Lemos da Fonseca

 

* Nabo, Vila Flor

António Borges de Castro

 

* Vila Flor

D. Ângela de Lemos da Fonseca

 

* Lisboa

D. Francisca Cabral de Macedo

João de Seixas Cabral

 

* São João da Pesqueira

Vasco de Seixas Cabral

D. Ana Teixeira de Sousa

D. Joana Rita Pinto de Azevedo

 

* Vila Flor

Agostinho de Azevedo Soares

D. Catarina Pinto Queijo

D. Mariana de Almeida Meireles

Domingos Jorge de Seixas

António Jorge de Seixas

 

* Bobadela, Amarante

Gaspar Jorge de Seixas

 

* Honra de Ovelha

D. Isabel Dias Salgado

D. Marinha de Seixas

 

* Vila Flor

Cristóvão de Seixas

 

* Vila Flor

D. Isabel de Morais

 

* Freixiel, Vila Flor

D. Isabel de Almeida Meireles

André Gomes de Meireles Pinto

Bartolomeu Gomes

D. Jerónima Pinto Borges

D. Maria de Almeida

Ciprião Luís de Meireles

Ana de Meireles

 



[1] ANTT, Chancelaria de Dom João V, Livro 50, fl. 256.

[2] ANTT, Chancelaria de Dom João V, Livro 44, fl. 355.

[3] ANTT, Chancelaria de Dom José, Livro 50, fl. 256.

[4] ANTT, Chancelaria da Ordem de Cristo, Livro 270, fl. 166, microfilme 2277; ANTT, Desembargo do Paço, Minho de Trás-os-Montes, maço 26, doc. n.º 32.

[5] ANTT, Desembargo do Paço, Minho e Trás-os-Montes, maço 14, doc. n.º 61.

[6] ANTT, Chancelaria de Dom José, Livro 51, fl. 357v.

[7] ANTT, Chancelaria de Dom José, Livro 55, fl. 254v.

[8] ANTT, Chancelaria de Dom José, Livro 11, fl. 110v. microfilme 2407.

[9] ANTT, Desembargo do Paço, Minho e Trás-os-Montes, maço 93, doc. n.º 7.

[10] ANTT, Desembargo do Paço, Minho e Trás-os-Montes, maço 93, doc. n.º 47.

[11] ANTT, Chancelaria de Dona Maria I, Registo de Doações, Ofícios e Mercês, Livro 83, fl. 40, microfilme 7035.

[12] ANTT, Desembargo do Paço, Minho e Trás-os-Montes, maço 218, doc. n.º 65; ANTT, Chancelaria de Dona Maria I, Livro 38, fl. 217v, microfilme 493.

[13] ANTT, Chancelaria de Dona



Publicado por Jofre de Lima Monteiro Alves às 23:28
Regressar ao Topo | Comentar | Ver comentários (1) | Adicionar aos favoritos
|

Sábado, 22 de Outubro de 2011
O GATO DIABO

Por: Maria de Fátima Amaral

 

    As histórias que viram lendas nascem de acontecimentos casuais, inocentes, fantásticos, heróicos ou de crenças, que por força de serem contados nunca caem no esquecimento e assim se transformam em lendas. Esta aconteceu nos idos anos quarenta do século passado e já todos a ela se referem como lenda.

 

    Ia cabisbaixo de passo lento, mastigando palavras que mal se percebiam serem as orações das Trindades, que ele antecipava ao toque da reza, tropeçando de quando em quando nalguma pedra solta no desalinho do caminho. A claridade rareava naquele sol-pôr.

 

    Ao aproximar-se da igreja pareceu-lhe ouvir um gemido. Justiliano da Loureira apurou o ouvido e eis que escutou com clareza:

– Ai que eu caio! Ai que eu caio!

 

    Rodopiou e olhou para todos os lados para averiguar donde surgia tão grande queixume e eis que lhe pareceu que o gemido vinha do alto. Botou os olhos ao campanário da igreja e um gato avistou, continuando o lamento:

– Ai que eu caio! Ai que eu caio! Ai que eu caio!

 

    Repentinamente e sem reflectir, ripostou-lhe:

– Se lá vou é que cais deveras!

 

    Até aqui tudo bem, ainda não estava ciente da insólita situação dum gato falante, mas logo ficou aterrorizado quando o gato irado e deitando lume pelos olhos lhe respondeu:

– Mas olha que se eu desço daqui, tu é que foges deveras!

 

    O terror quase que o paralisou, Justiliano mal teve força para virar para trás e já não tocou as ave-marias. Correu para casa, se correr ainda pôde, tomado dum profundo medo e meteu-se na cama, donde não voltou a sair, tendo em pouco tempo morrido aterrorizado pelo medo e pela crença de ter avistado e falado com o Diabo!

 

    Esta antiga ocorrência ainda hoje atemoriza os mais crentes que ao lusco-fusco ou à noitinha não querem passar perto do caminho da igreja, arrepiados de medo, com receio que o gato ainda esteja de atalaia na torre.

Fotografias de Jofre de Lima Monteiro Alves


Temas:

Publicado por Jofre de Lima Monteiro Alves às 01:01
Regressar ao Topo | Comentar | Ver comentários (4) | Adicionar aos favoritos
|

Sábado, 15 de Outubro de 2011
CANTIGAS POPULARES DE TRÁS-OS-MONTES XXIII

CORADINHA

 

Coradinha, ai… li! ai lé!

Ai… li! ai lé! ‘Stás tão corada;

Eras minha, agora és doutro

Triste bela, és desgraçada.

 

Fala-me, ó rola, a mim sozinha,

Berás como ficas coradinha!

 

O meu amor me disse onte

Qu’eu andaba coradinha;

Meu amor num desconfies

Qu’esta cor foi sempre minha.

 

Fala-me, ó rola, a mim sozinha,

Berás como ficas coradinha!

 

Coradinha, olaré, ó linda,

Coradinha, olaré, limão;

Dá-me cá esses teus braços,

Prenda do meu coração.

 

Fala-me, ó rola, a mim sozinha,

Berás como ficas coradinha!

 

Coradinha, ai… li! ai lé!

Ai… li! ai… lé!, coradinha;

Fugiu a seu pai de casa,

Desgraçada, coitadinha!

 

Fala-me, ó rola, a mim sozinha,

Berás como ficas coradinha!

 

Inda agora aqui cheguei,

Já sei o que bai na praça;

Que fugiu a coradinha

De noute pela bidraça.

 

Fala-me, ó rola, a mim sozinha,

Berás como ficas coradinha!

 

Eu bem bi a coradinha

Na ladeira das funções;

Trazia meia de seda,

Saias de cinco balões.

 

Fala-me, ó rola, a mim sozinha,

Berás como ficas coradinha!

Arco, aldeia da freguesia de Vila Flor, vista a partir do Gavião, freguesia de Seixo de Manhoses, em Agosto de 2008. Fotografia de Jofre de Lima Monteiro Alves e Maria de Fátima Amaral.

 



Publicado por Jofre de Lima Monteiro Alves às 01:00
Regressar ao Topo | Comentar | Ver comentários (1) | Adicionar aos favoritos
|

Sábado, 8 de Outubro de 2011
Uma Grande Figura de Vila Flor: AMADOR PEGADO BARROSO

 

 

Por: Jofre de Lima Monteiro Alves

 

    Amador Acácio de Jesus Pegado de Menezes de Sousa Barroso nasceu em berço de oiro a 13 de Outubro de 1884, em São Justo de Calvelhe, freguesia do concelho de Bragança, faz agora 127 anos.

 

    Corria-lhe mas veias a mais distinta prosápia de fidalguia desde o tempo da pedra polida, por ser filho dilecto primogénito de Álvaro Augusto Pegado de Sousa Pinto Barroso, natural da freguesia de São João Baptista de Roios, concelho de Vila Flor, e de D. Ana Augusta da Silva Reimão de Menezes Falcão, natural da freguesia de Calvelhe; neto paterno do dr. António Alexandre de Sousa Pinto Barroso, natural de Roios, e de D. Maria Amália Gomes da Silva de Magalhães Pinto Pegado, natural de Roios; neto pela via materna de Amador José da Silva, de Calvelhe, e de D. Fábia Germana Reimão de Menezes Falcão, de Macedo de Cavaleiros.

 

    Apesar de ter nascido em terra alheia, Amador era legítimo vila-florense do coração e de sangue, na medida em que tanto o pai como os avós paternos eram todos naturais de São João Baptista de Roios, freguesia do concelho de Vila Flor, assim como a maioria dos antepassados por essa linha ascendente.

 

    Foi bacharel formado em Direito pela Universidade de Coimbra em 1908 e seguiu a carreira de magistrado judicial, a fazer jus ao espelho mais cristalino do seu carácter íntegro, tão brioso como cauto. Com a barretina de Delegado do Procurador da República passa pelas comarcas de Vila Flor, Cantanhede, Macedo de Cavaleiros, Almodôvar e nos Açores, no contínuo malhar na bigorna da Justiça. Numa altura em que a Justiça não tinha pêlos no coração e nem era carecida de sentido.

 

    A 18 de Fevereiro de 1913[1] levou ao altar, em Freixiel, a sua respeitabilíssima parente D. Maria Beatriz de Morais Madureira Álvares Pereira de Aragão Lobo de Sousa Barroso, nascida em Freixiel a 21 de Maio de 1892, filha de Guilhermino de Morais Leite e Castro Sotto Mayor Madureira Lobo, natural de Freixiel, e de D. Maria Palmira Pinto de Lemos Álvares Pereira de Aragão, natural de Vila Flor.

 

    Por este casamento, feliz e grato aos olhos do Senhor, foi pai da seguinte geração:

1 – Alexandre de Menezes Pegado de Aragão Lobo Barroso, nascido em Calvelhe a 8 de Fevereiro de 1915.

2 – Dr. Pedro Guilhermino de Menezes Pegado de Aragão Lobo Barroso, nascido a 17 de Agosto de 1916 em Travanca, Macedo de Cavaleiros.

3 – Álvaro de Menezes Pegado de Aragão Lobo Barroso, nascido em Travanca, Macedo de Cavaleiros, a 15 de Maio de 1919.

 

    Abastado de teres e haveres e arcas encoiradas, herda sacrossantas honrarias por herança dos ancestrais. Na roda da fortuna foi 9.º Senhor da Casa Pinto de Magalhães, em Roios (1953), chefe da família Pegado de Oliveira, de Trás-os-Montes (1953), chefe da família Sousa Pinto Barroso (1953), proprietário rural em Roios, Freixiel, Calvelhe, Macedo de Cavaleiros e demais sítios distantes, onde os antepassados a bom galope lançaram raízes pela província trasmontana e davam beija-mão aos rendeiros.

 

    Dr. Amador Pegado Barroso, cavalheiro de primorosa educação, foi riscado do mundo dos vivos, que a seitoira impiedosa ceifou em Calvelhe a 3 de Janeiro de 1957, num dia baço, no pino da estação invernosa das maleitas da vida, aos 73 anos incompletos. Sua viúva recolheu ao descanso eterno a 20 de Agosto de 1980.

 

Árvore de Costados de Amador Acácio de Jesus Pegado de Menezes de Sousa Barroso

Próprio

Pais

Avós

Bisavós

Dr. Amador Acácio de Jesus Pegado de Menezes de Sousa Barroso

 

* 1884

 

+ 1957

 

Bacharel em Direito

 

Delegado do Procurador da República

 

Proprietário

 

9.º Senhor da Casa Pinto de Magalhães, em Roios

Álvaro Augusto Pegado de Sousa Pinto Barroso

 

* Roios, Vila Flor, 1863

 

+ Travanca, Macedo de Cavaleiros, 1953

Dr. António Alexandre de Sousa Pinto Barroso

 

* Roios, Vila Flor, 1830

 

+ Roios, Vila Flor, 1896

António Luís de Sousa de Sá Pinto Barroso

 

* Vale de Gouvinhas, Mirandela

D. Maria Emília de Sampaio e Melo

 

* Roios

D. Maria Amália Gomes da Silva de Magalhães Pinto Pegado

 

* Roios, Vila Flor, 1842

 

+ Roios, Vila Flor, 1912

Manuel Gomes da Silva Pinto de Magalhães

 

* Braga, 1821

 

+ Roios, Vila Flor, 1866

D. Maria Cândida de Seabra de Oliveira Pegado

 

* Mogadouro, 1815

 

+ Roios, Vila Flor, 1900

D. Ana Augusta da Silva Reimão de Menezes Falcão

 

* Calvelhe, Bragança, 1861

 

+ Calvelhe 1901

Amador José da Silva

 

* Calvelhe

Amador Tomé da Silva

 

Teresa Maria Rodrigues

D. Fábia Germana Reimão de Menezes Falcão

 

* Vale da Porca, Macedo de Cavaleiros

João José Reimão de Menezes e Melo Falcão

 

* Travanca, Macedo de Cavaleiros

D. Maria José Pinto Borges de Campos

 

* Gebelim, Alfândega da Fé

 



[1] Ou a 18 de Fevereiro de 1914.



Publicado por Jofre de Lima Monteiro Alves às 01:01
Regressar ao Topo | Comentar | Ver comentários (1) | Adicionar aos favoritos
|

Sábado, 1 de Outubro de 2011
Rancho Folclórico de Freixiel: Vídeo

Actuação do Rancho Folclórico e Etnográfico de Freixiel em Carvalho de Egas, freguesia do concelho de Vila Flor, no passado dia 14 de Agosto de 2011.



Publicado por Jofre de Lima Monteiro Alves às 01:01
Regressar ao Topo | Comentar | Ver comentários (1) | Adicionar aos favoritos
|

Domingo, 25 de Setembro de 2011
CANTIGAS POPULARES DE TRÁS-OS-MONTES XXII

PADEIRINHA

 

Ó Margarida moleira

Dá-me a tua farinha;

Qu’eu te picarei a mó

Com picão de prata fina.

 

A padeirinha, peneira o pão,

A padeirinha, bate a peneira;

O meu coração é trigo

Vai ser moído na pedra alveira.

 

Se for a tua vontade

Assim como é da minha;

Ajunta-se em teu coração

O rolão com a farinha.

 

A padeirinha, peneira o pão,

A padeirinha, bate a peneira;

O meu coração é trigo

Vai ser moído na pedra alveira.

 

Oh, que lindos olhos tem

A filha da padeirinha!

Que mal empregados olhos

Andar ao pó da farinha!

 

Cantiga popular recolhida em Candoso, aldeia de Vila Flor, por Jofre de Lima Monteiro Alves.

Fraga do Ovo, em Candoso, freguesia do concelho de Vila Flor. Fotografia de Jofre de Lima Monteiro Alves.



Publicado por Jofre de Lima Monteiro Alves às 01:01
Regressar ao Topo | Comentar | Ver comentários (1) | Adicionar aos favoritos
|

Segunda-feira, 19 de Setembro de 2011
Uma Grande Figura de Vila Flor: ALEXANDRE DA COSTA VAZ

Por: Jofre de Lima Monteiro Alves

 

    Alexandre Manuel da Costa Vaz nasceu em Vila Flor a 22 de Setembro de 1856, faz agora 155 anos. Era filho dilecto de Bento José Vaz e de sua segunda mulher D. Ana Tomásia da Costa Pequeno Vaz; neto pela via paterna do dr. Domingos José Vaz, natural da freguesia de Nossa Senhora da Expectação de Valverde, então do concelho de Lamas de Orelhão, hoje do concelho de Mirandela, e de D. Maria Angélica da Costa Vaz, natural do lugar de Valverde da Estiveira, freguesia de Santa Maria Maior de Valpaços; neto materno do dr. Manuel José da Costa Pequeno, natural de Valverde da Estiveira, lugar da freguesia de Santa Maria Maior de Valpaços, e de D. Maria do Rosário da Silva, natural da freguesia de São Bartolomeu de Vila Flor.

 

    Nascido em berço de ouro e dotado das melhores qualidades humanas, estava destinado aos altos voos, ocupando, por isso, diversos cargos na governança local, fruto da sua jerarquia social e dos seus elevados predicados.

 

    Foi irmão da Irmandade da Santa Casa da Misericórdia de Vila Flor em 29 de Junho de 1878, membro da Junta Escolar de Vila Flor em 1884, juiz substituto do Juiz Ordinário do Julgado de Vila Flor em 1884, vogal da Junta Fiscal das Matrizes Prediais e dos Repartidores da Contribuição de Vila Flor em 1890, vereador da Câmara Municipal de Vila Flor, administrador do concelho de Vila Flor em 1894/1895 e presidente da Comissão Executiva da Câmara Municipal de Vila Flor em 1918.

 

    Casou a 14 de Julho de 1887 com D. Adelaide Augusta de Sá Tenreiro, nascida a 18 de Janeiro de 1849, filha natural reconhecida de João Diogo Tenreiro de Figueiredo Monteiro de Mello e de Eugénia Augusta de Sá; neta paterna do capitão Manuel Diogo Monteiro de Figueiredo Tenreiro e de D. Ana Raquel do Sil Carneiro Leite Pereira de Madureira; neta pela via materna de Maria Joaquina de Sá.

 

    Alexandre da Costa Vaz faleceu em Vila Flor a 28 de Janeiro de 1921, aos 65 anos incompletos e o seu funeral foi eloquente manifestação do apreço e respeito que rodeava a sua figura pública.

 

Vista parcial de Vila Flor na década de 1980. Colecção de Jofre de Lima Monteiro Alves e Maria de Fátima Amaral.

 



Publicado por Jofre de Lima Monteiro Alves às 01:01
Regressar ao Topo | Comentar | Ver comentários (1) | Adicionar aos favoritos
|

Terça-feira, 13 de Setembro de 2011
Heráldica de Vila Flor XXXIII – BRASÃO DA FREGUESIA DE SANTA COMBA DE VILARIÇA

Descrição: escudo de azul, com uma chaminé de ouro, acompanhada nos flancos de um ramo de três galhos de oliveira, de prata, frutados de ouro; em contrachefe, uma gemina de duas faixas ondeadas de prata.

 

Coroa mural de prata de três torres visíveis.

 

Listel branco, com a legenda a negro, em maiúsculas: «SANTA COMBA DE VILARIÇA».

 

Aprovado pelo parecer da Comissão de Heráldica da Associação dos Arqueólogos Portugueses, emitido a 19 de Julho de 2006.


Temas:

Publicado por Jofre de Lima Monteiro Alves às 01:01
Regressar ao Topo | Comentar | Adicionar aos favoritos
|

Terça-feira, 6 de Setembro de 2011
ANIVERSÁRIO DA ASSOCIAÇÃO DE CARVALHO DE EGAS

Festa do 3.º aniversário da Associação Cultural Recreativa e Desportiva de Carvalho de Egas, que teve lugar no passado dia 14 de Agosto de 2011 em Carvalho de Egas, aldeia do concelho de Vila Flor.



Publicado por Jofre de Lima Monteiro Alves às 01:10
Regressar ao Topo | Comentar | Ver comentários (1) | Adicionar aos favoritos
|

Quinta-feira, 1 de Setembro de 2011
Modos de Linguarejar de Vila Flor LXV

Recolha de Maria de Fátima Amaral

Recolha e notas de Jofre de Lima Monteiro Alves

VALDEVINO, adjectivo. Vadio; estroina. Figuração de Balduíno, cavaleiro andante dos antigos romances medievais e cavalheirescos, através da forma arcaica Valdovinos.

 

VALGA, substantivo feminino. Palha centeia.

 

VAQUINHA, substantivo masculino. Cogumelo parasita, comestível, que se instala nos troncos do castanheiro. Noutras localidades dizem febras, gasalho, isca, língua-de-vaca, vacas e vitela.

 

VARA DE VIRAR TRIPAS, locução. Pessoa muito magra; débil.

 

VANHO, verbo. Venho. 1.ª pessoa do singular do presente do indicativo do verbo vir.

 

VARA, substantivo feminino. Peça do carro de bois que enquadra o sobrado.

 

VAREIRO, substantivo masculino. Vara comprida para varejar a azeitona e fruta mais alta.

 

VASSOIRO, substantivo masculino. Vassoura, geralmente feita de giesta.

 

VENTAS, substantivo feminino plural. Focinho; cara.

 

VERDASCA, substantivo feminino. Vara flexível para chibatar e tanger os porcos.

Barragem do Peneireiro, em Vila Flor, vista a partir da Lapa, em 2007.

 



Publicado por Jofre de Lima Monteiro Alves às 01:01
Regressar ao Topo | Comentar | Adicionar aos favoritos
|

Quinta-feira, 25 de Agosto de 2011
CANTIGAS POPULARES DE TRÁS-OS-MONTES XXI

Maria Paula

 

Amor do meu coração

Meus suspiros são fatais;

Vem dar fim a meus dias

Sepultura a meus ais.

 

Ó Maria Paula

Olha a Candidinha,

Que se vai embora

E eu fico sozinha!

 

Fui ao lar buscar lume

Queimei-me numa faísca;

Teus olhos me prenderam;

Quem ama muito se arrisca!

 

Ó Maria Paula

Olha a Candidinha,

Que se vai embora

E eu fico sozinha!

 

Desprezaste-me, querida,

Queria saber a razão,

Se te fiz qualquer ofensa

Bem me chora o coração.

 

Ó Maria Paula

Olha a Candidinha,

Que se vai embora

E eu fico sozinha!

 

Como é que me hei-de fiar

Nas palavras que disseste,

Se um dia me hás-de fazer

O que às outras já fizeste!

 

Ó Maria Paula

Olha a Candidinha,

Que se vai embora

E eu fico sozinha!

 

Na cadeia me meteram

Por amar-te me perdi;

Se alguém se perdeu no mundo,

Fui eu, por amor de ti!

 

Ó Maria Paula

Olha a Candidinha,

Que se vai embora

E eu fico sozinha!

 

Estou preso e bem preso

Esta prisão eu venero;

Preso ao teu coração,

Melhor prisão não quero.

 

Ó Maria Paula

Olha a Candidinha,

Que se vai embora

E eu fico sozinha!

 

Recolha de Maria de Fátima Amaral no Nabo, freguesia do concelho de Vila Flor.

Capela de Nossa Senhora do Carrasco, na freguesia do Nabo, concelho de Vila Flor, vista a partir da Capela da Santa Cruz, em Outubro de 2008. Fotografia de Jofre de Lima Monteiro Alves.

 



Publicado por Jofre de Lima Monteiro Alves às 01:01
Regressar ao Topo | Comentar | Adicionar aos favoritos
|

Sábado, 20 de Agosto de 2011
IX TerraFlor Feira de Produtos e Sabores

IX TerraFlor: Feira de Produtos e Sabores de Vila Flor

 

22, 23, 24, 25 e 26 de Agosto de 2011


Temas:

Publicado por Jofre de Lima Monteiro Alves às 16:13
Regressar ao Topo | Comentar | Ver comentários (2) | Adicionar aos favoritos
|

Sábado, 13 de Agosto de 2011
Lendas de Vila Flor XX: Lenda de Carvalho de Egas

    Após a morte do Conde D. Henrique, D. Teresa confia a educação de Dom Afonso Henriques a Egas Moniz, nobre muito respeitado, leal e corajoso, gente de bem e de saber, proprietário abastado em Paço de Sousa, Penafiel e Amarante, governador de Lamego, de São Martinho do Lima e de Sanfins do Douro, tudo quanto se podia desejar para aio do futuro dirigente do Condado Portucalense.

 

    Mas cedo Dom Afonso Henriques mostrou interesse pelo manejo das armas e acalentava o desejo de alargar o condado, conquistando terras e mais terras aos mouros. Para isso teria que se preparar para combater, conquistar os nobres para se aliarem a ele nesta causa, prometendo-lhes terras e poderes, no que era apoiado por Egas Moniz, “o Aio”.

 

    Mas havia algo que feria o orgulho patriótico de Dom Afonso Henriques, que era ter de prestar vassalagem a Dom Afonso VII de Castela e Leão. Então, em 1130 invade a Galiza e repudia o acto de vassalagem. Egas Moniz vê-se assim numa situação complicada, não querendo desapoiar Dom Afonso Henriques, mas também não querendo ficar por homem sem palavra, que era coisa menos digna dos tempos de então, pois que em 1128 ficou como fiador de Dom Afonso Henriques em como este prestaria vassalagem a seu primo.

 

    Egas Moniz tomou uma decisão digna de ir-se entregar ao rei de Castela e Leão para fazer o que lhe aprouvera. Assim, com sua mulher e filhos, descalços e de corda ao pescoço em sinal de humildade e com todo o seu séquito de criados e vassalos, partem para o vizinho Reino de Leão a fim de resgatar a palavra dada e não cumprida. Perante tamanho acto de nobreza, o rei Dom Afonso VII libertou-o da promessa e mandou-o em paz.

 

    De volta a Guimarães, já cansado de tão longa jornada, descansaram à sombra de um grande carvalho, de porte majestoso. Ali armaram as tendas para pernoitarem. Foi então que Egas Moniz deu graças por tão frondosa sombra os acolher e reconfortar. Logo foi sua intenção deixar marcado tamanho agradecimento, para tal mandou perguntar como se chamava o povoado circundante, tendo-lhe sido comunicado tratar-se de uma terra que dava pelo nome de Lisboinha.

 

Pois de hoje em diante chamar-se-á Carvalho de Egas, ide e dizei que é por ordem de Egas Moniz.

 

    E assim passou a ser. Carvalho de Egas ostenta o nome de Egas Moniz e do carvalho que lhe deu sombra. Ainda hoje no local existe um carvalho que na memória dos residentes sempre se lembram de ser assim, mas contam os mais velhos, que seus avós lhe diziam ter existido ali um frondoso carvalho derrubado por um ciclone, que à sua passagem arrastou também os telhados de algumas habitações.

 

    No local remoçou um rebento do anterior, hoje tido como símbolo da aldeia, é acarinhado por todos e a sua história é contada de geração em geração. História ou lenda? Vá-se lá saber o que a verdade encerra. Para nós esta é que é a verdade. Carvalho de Egas, a do Aio.

Egas Moniz de corda ao pescoço perante Afonso VII de Castela e Leão, num painel de azulejos na Estação de São Bento, figura profundamente ligada à lenda de Carvalho de Egas, aldeia do concelho de Vila Flor.



Publicado por Jofre de Lima Monteiro Alves às 01:01
Regressar ao Topo | Comentar | Ver comentários (2) | Adicionar aos favoritos
|

Domingo, 7 de Agosto de 2011
Poema da Lenda do Gavião

Por: Ilídio Inocêncio Monteiro Alves

 

Um pobre mendigo, certo dia,

Chegou à aldeia do Gavião,

E como há muito não comia

Pediu alimento à população.

 

Bateu à primeira porta do povo

E aí levou o primeiro não.

Bateu a todas e de novo

Recebeu a mesma negação.

 

O seu ar miserável e indigente

Trouxe desconfiança a cada aldeão:

Olharam-no de lado, nunca de frente,

Negaram-lhe o conforto da refeição.

 

"Mas que tão fria gente,

Que povoado sem coração!"

Exclamou o pobre, impotente.

"Nem me deram cibo de pão."

 

Ao partir, gritou imponente

Captando de todos a atenção:

"A esta aldeia tão indiferente

Rogo eu a seguinte maldição":

 

"Que seque a água na nascente,

Que se torne estéril o chão,

Que caia o gado doente,

Que brote da terra o formigão."

 

"Que tão cruel gente que eu deslouvo,

Conheça a miséria em primeira mão

E que nem galinha, pinto nem ovo,

Tenhais vós como consolação."

 

"E que seja tão grande a razia,

Que em cem anos de provação

Chegue ao fim a freguesia

E noutros cem a povoação."

Gavião, aldeia da freguesia de Seixo de Manhoses, concelho de Vila Flor, em 2008. Fotografia de Jofre de Lima Monteiro Alves.

 

Veja aqui o texto original  da Lenda do Gavião



Publicado por Jofre de Lima Monteiro Alves às 01:00
Regressar ao Topo | Comentar | Adicionar aos favoritos
|

Segunda-feira, 1 de Agosto de 2011
Uma Grande Figura de Vila Flor: Armindo Morais
http://padornelo.com.sapo.pt/Armindo%20Morais%20Aguas%20de%20Bem%20Saude.jpg

 

Por: Jofre de Lima Monteiro Alves

 

    Armindo António Rodrigues de Morais nasceu numa casa da Rua de São Martinho, freguesia de Vila Flor, a 5 de Agosto de 1902, faz agora 109 anos. Era filho dilecto do dr. Guilhermino Augusto de Morais, médico-cirurgião, natural de Samões, e de D. Zulmira Amélia Rodrigues de Morais Carvalho, natural da freguesia de Nossa Senhora da Oliveira de Cardanha, concelho de Torre de Moncorvo; neto pela via paterna de Narciso José de Morais e de D. Maria Cândida Machado; neto materno de Francisco António Rodrigues e de D. Raquel de Carvalho Rodrigues.

 

    Recebeu as águas lustrais do baptismo na pia baptismal da Igreja Paroquial de São Bartolomeu, administradas pelo pároco António José de Morais, ao colo dos padrinhos António Pinto Ribeiro Alves, capitalista, morador em Santa Maria de Fregim, freguesia do concelho de Amarante, e sua mulher D. Eulália da Conceição Teixeira Alves[1].

 

    Seguindo a vocação paterna, formou-se em Medicina pela Faculdade de Medicina da Universidade do Porto em 1927 e foi distinto médico do Serviço de Urologia e Venerologia do Hospital Geral de Santo António[2], na cidade do Porto. Foi, também, proprietário das Águas de Bem-Saúde, localizadas na freguesia de Sampaio, às quais dedicou especial cuidado e apurado estudo. Publicou as seguintes obras[3]:

Uma Nova Anestesia, Porto, 1932.

Águas de Bem-Saúde, Porto, 1956.

 

    Armindo Morais faleceu no Porto a 2 de Maio de 1977, aos 75 anos de idade incompletos.



[1] ADB, Registos Paroquiais de Vila Flor, Baptismos, 1902, assento n.º 50, fl. 31v, cota PVFL17/10/19, caixa 309.

[2] Barroso da Fonte, Dicionário dos Mais Ilustres Transmontanos e Alto Durienses, vol. I, Guimarães, 1998, p. 392.

[3] Biblioteca Nacional de Portugal, PORBASE – Base Nacional de Dados Bibliográficos, consultada a 29 de Julho de 2011, http://porbase.bnportugal.pt/ipac20/ipac.jsp?session=13OR9G8269781.293088&profile=porbase&uri=link=3100018~!225193~!3100024~!3100022&aspect=basic_search&menu=search&ri=8&source=~!bnp&term=Morais%2C+Armindo&index=AUTHOR#focus.



Publicado por Jofre de Lima Monteiro Alves às 01:01
Regressar ao Topo | Comentar | Ver comentários (1) | Adicionar aos favoritos
|

Segunda-feira, 25 de Julho de 2011
VARANDA TÍPICA

Varanda típica numa casa em São Gens do Nabo, freguesia do concelho de Vila Flor, em Agosto de 2009. Fotografia de Jofre de Lima Monteiro Alves.



Publicado por Jofre de Lima Monteiro Alves às 01:01
Regressar ao Topo | Comentar | Adicionar aos favoritos
|

Terça-feira, 19 de Julho de 2011
Uma Grande Figura de Vila Flor: MÁRIO MILLER DE LEMOS
Mário Miller Pinto de Lemos

Por: Jofre de Lima Monteiro Alves

 

    Mário Guilherme Miller Pinto de Lemos nasceu a 23 de Julho de 1880 numa casa na Rua da Igreja, em Vila Flor, em berço de oiro e costados de fidalguia. Recebeu a consagração do baptismo a 11 de Agosto de 1880 na pia da Igreja Paroquial de São Bartolomeu pelas mãos do reverendo reitor Daniel José de Morais, ao colo dos padrinhos João Pedro Miller e Diogo Augusto Pinto de Lemos, avós materno e paterno do neófito[1].

 

    Era filho primogénito de António Augusto de Vasconcelos Pinto de Lemos e de D. Sofia Adelaide de Magalhães Miller Pinto de Lemos; neto pela via paterna de Diogo Augusto Pinto de Lemos, natural de São Bartolomeu de Vila Flor, e de D. Antónia Augusta Gouveia de Macedo e Vasconcelos, natural de Santo André de Morais, freguesia do concelho de Macedo de Cavaleiros; neto materno de João Pedro Miller, natural de Nossa Senhora da Oliveira de Cardanha, freguesia do concelho de Torre de Moncorvo, e de D. Teresa Pinto de Magalhães, natural da Ilha de Paquetá, Rio de Janeiro, Império do Brasil.

 

    Frequenta o Curso Preparatório da Academia Politécnica do Porto em 1898[2], hesita no rumo a dar ao caminho da vida, meditabundo, a capricho assenta praça e chega a ser arvorado cadete de Cavalaria do Regimento de Lanceiros d’El-Rei, em 1901, trajectória que abandonou por nítida falta de vocação militar, no meio de aguerridos gerifaltes.

 

    Descobre, por fim, a sua aptidão e destino, depois de ter amadurecido aqui e ali as ideias, em despeito de tudo. Formado em Engenharia Agronómica pelo Instituto de Agronomia e Veterinária de Lisboa em 1906, seguiu de pronto a carreira de funcionário público nas colónias, sendo colocado no arquipélago de Cabo Verde em 1907, movido pelo desejo de servir e derramar lustro de competência.

 

    O engenheiro agrónomo Mário Miller de Lemos, alma cristalina e esclarecida, deixou para a posteridade a sua tese de dissertação em forma de letra redonda, que o Abade de Baçal considera ser «um trabalho de interesse regional, contendo espécies interessantes referentes ao formoso vale da Vilariça»[3]:

As Culturas da Vilariça, Lisboa, 1907[4].

 

    Foi fundador e redactor da REVISTA OFICIAL DA MISSÃO AGRONÓMICA A CABO VERDE, publicada em 1908 na Cidade da Praia[5].

 

    Faleceu precocemente em Cabo Verde em 1913, na pujança dos anos, deixando inconsoláveis os velhinhos pais e as irmãs D. Maria do Céu Miller de Vasconcelos Pinto de Lemos, D. Maria Zulmira da Felicidade Miller Pinto de Lemos Guerra, D. Maria Palmira Miller Pinto de Lemos, D. Maria Olímpia de Vasconcelos Pinto de Lemos, D. Laurinda da Conceição da Cunha Pinto de Lemos, D. Maria Berta de Vasconcelos Pinto de Lemos e D. Maria das Mercês de Vasconcelos Pinto de Lemos.

 

Árvore de Costados de Mário Guilherme Miller Pinto de Lemos

Próprio

Pais

Avós

Bisavós

Mário Guilherme Miller Pinto de Lemos

 

* Vila Flor 1880

 

+ Cabo Verde 1913

 

 

António Augusto de Vasconcelos Pinto de Lemos

 

* Vila Flor 1854

 

+ Porto 1927

Diogo Augusto Pinto de Lemos

 

* Vila Flor 1820

 

+ Vila Flor 1897

Tenente Francisco Diogo Montes Pinto de Lemos

 

* Vila Flor 1786

D. Genoveva Emerenciana Machado Pereira de Lemos

 

* Porto

D. Antónia Augusta Gouveia de Macedo e Vasconcelos

 

* Morais, Macedo de Cavaleiros 1821

 

+ Vila Flor 1894

Carlos Gouveia de Macedo e Vasconcelos

 

* Vilar Seco, Vimioso

D. Faustina Carlota de Sousa Buíça

 

* Morais, Macedo de Cavaleiros

D. Sofia Adelaide de Magalhães Miller Pinto de Lemos

 

* Vila Flor 1859

 

+ Vila Flor 1892

João Pedro Miller

 

* Cardanha, T. de Moncorvo 1817

 

+ 1884

Gaudêncio Brás de Carvalho

 

Maria Rosa Esteves

D. Teresa Pinto de Magalhães

 

* Rio de Janeiro, Brasil

Guilherme Pinto de Magalhães

 

* Vila Nova de Gaia

Rosa Rodrigues de Magalhães

 



[1] ADB, Registos Paroquiais de Vila Flor, baptismos, 1880, assento n.º 46, fl. 14v, cota VFL 17/1/ Lv 13 cx 2.

[2] Annuario da Academia Polytechnica do Porto: Anno Lectivo de 1897-1898, Porto, 1898.

[3] Francisco Manuel Alves, Memórias Arqueológico-Históricas do Distrito de Bragança: Os Notáveis, tomo VII, Bragança, 1981, p. 269.

[4] Biblioteca Nacional de Portugal, PORBASE – Base Nacional de Dados Bibliográficos, consultada a 16 de Maio de 2011, http://porbase.bnportugal.pt/ipac20/ipac.jsp?session=130K64107P40G.212716&profile=porbase&source=~!bnp&view=subscriptionsummary&uri=full=3100024~!1188020~!0&ri=4&aspect=subtab11&menu=search&ipp=20&spp=20&staffonly=&term=M%C3%A1rio+Miler+de+Lemos&index=.GW&uindex=&aspect=subtab11&menu=search&ri=4#focus.

[5] Publicações Periódicas Portuguesas Existentes na Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra (1641-1910), Coimbra, 1983, p. 231.



Publicado por Jofre de Lima Monteiro Alves às 01:00
Regressar ao Topo | Comentar | Adicionar aos favoritos
|

Quarta-feira, 13 de Julho de 2011
CANTIGAS POPULARES DE TRÁS-OS-MONTES XX

CANTANDO, Ó JOSÉ CANTANDO…

 

Quem vai comigo, que vai?

Que vem comigo, quem vem?

Pelos jeitos qu’eu vou vendo

Comigo não vem ninguém!

 

Cantando, ó José cantando,

Cantando, ó José, cantou;

Vai indo, José, vai indo,

Vai indo, que já lá vou!

 

Deixai-me ir, que vou com pressa

Ao freixo tirar um ninho;

Ora vai tu, vai tu, vai tu,

Ora vai tu, meu amorzinho.

 

Cantando, ó José cantando,

Quem tem farinha tem pão;

Eu não vou à tua casa

Que me ralha o meu João.



Publicado por Jofre de Lima Monteiro Alves às 01:01
Regressar ao Topo | Comentar | Adicionar aos favoritos
|

Quinta-feira, 7 de Julho de 2011
Modos de Linguarejar de Vila Flor LXIV

Recolha de Maria de Fátima Amaral

Recolha e notas de Jofre de Lima Monteiro Alves

 

URCA, adjectivo e substantivo feminino. Mulher gorda e feia, de grandes ancas. Em Mogadouro diz-se zorcão e orça em Vila Real.

 

ÚRCELA, substantivo feminino. Úlcera. Em Freixo de Espada a Cinta diz-se úrcera. Do latim ulcĕra.

 

URREIRO, substantivo masculino. Cimo de uma encosta.

 

URRETA, substantivo feminino. Vale fértil; lameiro. Noutras localidades dizem eurreta e horreiro.

Vista geral de São João Baptista de Roios, freguesia do concelho de Vila Flor, em Abril de 2009. Fotografia de Maria de Fátima Amaral.

 



Publicado por Jofre de Lima Monteiro Alves às 01:01
Regressar ao Topo | Comentar | Adicionar aos favoritos
|

.Correio Electrónico
Contacto via jofrealves@sapo.pt
.Os Meus Blogues
.Janeiro 2012
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5
6
7

8
9
10
11
13
14

15
16
17
18
20
21

22
23
24
26
27
28

29
30
31


.Artigos Recentes

. CANTAR OS REIS EM VILA FL...

. CANTAR OS REIS EM VILA FL...

. XVIII Gala Cantar os Reis...

. XVIII GALA CANTAR OS REIS...

. PRESÉPIO DE CARVALHO DE E...

. O TERÇO DO TI ANÍBLE

. CANTIGAS POPULARES DE TRÁ...

. HISTÓRIA FANTÁSTICA: Os P...

. Património de Vila Flor: ...

. Modos de Linguarejar de V...

.Arquivos

. Janeiro 2012

. Dezembro 2011

. Novembro 2011

. Outubro 2011

. Setembro 2011

. Agosto 2011

. Julho 2011

. Junho 2011

. Maio 2011

. Abril 2011

. Março 2011

. Fevereiro 2011

. Janeiro 2011

. Dezembro 2010

. Novembro 2010

. Outubro 2010

. Setembro 2010

. Agosto 2010

. Julho 2010

. Junho 2010

. Maio 2010

. Abril 2010

. Março 2010

. Fevereiro 2010

. Janeiro 2010

. Dezembro 2009

. Novembro 2009

. Outubro 2009

. Setembro 2009

. Agosto 2009

. Julho 2009

. Junho 2009

. Maio 2009

. Abril 2009

. Março 2009

. Fevereiro 2009

. Janeiro 2009

. Dezembro 2008

. Novembro 2008

. Outubro 2008

. Setembro 2008

. Agosto 2008

. Julho 2008

. Junho 2008

. Maio 2008

. Abril 2008

. Março 2008

. Fevereiro 2008

. Janeiro 2008

. Dezembro 2007

. Novembro 2007

. Outubro 2007

. Setembro 2007

. Agosto 2007

. Julho 2007

. Junho 2007

. Maio 2007

. Abril 2007

. Março 2007

. Fevereiro 2007

. Janeiro 2007

. Dezembro 2006

. Novembro 2006

. Outubro 2006

. Setembro 2006

. Agosto 2006

. Julho 2006

. Junho 2006

. Maio 2006

. Abril 2006

. Março 2006

. Fevereiro 2006

. Janeiro 2006

. Dezembro 2005

. Novembro 2005

. Outubro 2005

. Setembro 2005

. Agosto 2005

. Julho 2005

.Temas

. todas as tags

.Ligações
.subscrever feeds
blogs SAPO